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O alto custo de não agir: adaptações para o “novo normal”


O cenário atual causou muitas mudanças em toda a sociedade, e consequentemente, na forma como as pessoas estão comprando e vendendo.


Mais de 68% dos consumidores catarinenses declaram que tiveram algum impacto profissional nessa pandemia e 50% afirmaram ter realizado compras com entrega à domicílio¹. Nos Estados Unidos as vendas online aumentaram 91% durante a pandemia e as vendas em loja aumentaram 45% - com destaque para lojas com opções de autoatendimento.


De acordo com o a McKinsey, as empresas resilientes que venceram as crises anteriores, tem como característica em comum a mentalidade “além da crise”, isto é, elas entendem o novo normal e o moldam proativamente. Além disso elas também se ajustam as novas necessidades do consumidor, alavancando os canais digitais e ofertas.


Leia também: O que podemos aprender com as crises anteriores


Permanecer da mesma forma, sem buscar melhorias ou inovações na maneira de comprar e vender seus produtos pode custar muito caro para a sua empresa. Para passar por esses momentos de crise as empresas precisarão se adaptar e inovar seguindo as boas práticas do mercado, sem deixar de buscar soluções revolucionárias para se destacar.


O novo consumidor


Durante esse período de pandemia, o consumidor tem mudado seus hábitos de compra, desde a forma como a realiza, até a quantidade de produtos que adquire.

Em média 70% dos brasileiros estão cortando gastos e mais de 50% tiveram sua renda reduzida. Ainda é difícil prever o comportamento de compra do consumidor, mas sabemos que, devido ao cenário, a tomada de decisão na hora da compra será muito mais ponderada. Em uma análise realizada pela McKinsey Analysis vemos um gráfico com o consumo médio diário na China:


Diante da incerteza do cenário de pico do COVID-19, o cidadão chinês controlou o consumo diário, reduzindo-o a menos que a metade do período anterior ao pico. No Brasil as pessoas sentem o impacto da pandemia em sua renda pessoal, por isso, 62% dos consumidores afirmam que estão prestando mais atenção nos preços e 46% declaram que as empresas devem ajudar seus consumidores oferecendo descontos e promoções³.


Com todas essas mudanças financeiras, os hábitos de compra vem mudando. Os principais são:


  • Durante a pandemia, foi verificado que a quantidade de produtos comprados pelos chineses individualmente a cada ida ao supermercado aumentou 69%, esse aumento se dá pelo objetivo de reduzir a frequência das saídas de casa e garantir os produtos disponíveis e estocados. Por isso, agora mais do que nunca, é essencial que as mercadorias estejam sempre disponíveis na gôndola. Como a frequência de compras diminui e a quantidade aumentou, se o produto que o consumidor necessita não estiver disponível, a chance de ele escolher outra marca ou outro local para comprar é maior. O objetivo não é mais a fidelidade a marca ou estabelecimento, mas a segurança e adaptabilidade. Leia também: Como prevenir a ruptura de estoque

  • Moradores de casas com crianças declaram que as compras online aumentaram 42% durante a pandemia, mais do que a média nacional de 32%. A principal razão para esse aumento, segundo eles, é a economia de tempo⁴. Essa é uma tendência atual, mas que com certeza permanecerá depois desse período.

  • No Brasil, os estabelecimentos preferidos dos consumidores para, tanto para compras urgentes, de reabastecimento ou de estoque, são os pequenos varejos próximos da sua residência com opções de autoatendimento, esse modelo de negócio tem aumentado significativamente devido a proximidade, por evitar aglomerações e contato físico entre as pessoas, e consequentemente, a contaminação do vírus. O touchless (varejo sem toque) é a tendência que tem crescido nos últimos meses, visando reduzir a interação humana durante as compras para garantir a segurança de todos.

Como as empresas devem agir


De acordo com a McKinsey, as empresas resilientes que vencerão a crise, tem em comum três atitudes:

- Responder Garantir medidas apropriadas de resposta a crise
- Retomar Gerenciar o período de crise e endereçar oportunidades para uma retomada mais saudável e rentável
- Reimaginar Reimaginar como será o “novo normal” e definir implicações em como a empresa deveria reinventar e desenhar a estratégia e operação

Tais atitudes seguem o padrão de recuperação estimados perante a crise. No primeiro impacto da pandemia, as empresas devem responder e mostrar que estão tomando atitudes a respeito disso para ajudar a sociedade e seus colaboradores. Com a retomada das atividades, espera-se que as empresas apresentem formas sustentáveis e seguras de funcionamento. Por fim, ao final da pandemia quando entrarmos no “novo normal” as empresas precisam se reinventar e buscar formas inovadoras de oferecer seus serviços.


Durante todo o processo, as empresas devem ter três pilares fundamentando suas ações:


Valores sociais


O COVID-19 mudou o mundo que conhecemos de várias formas, e diante de tantas incertezas e mudanças, muitos valores sociais de cooperatividade, bem-estar e liberdade foram amplificados nas pessoas. Além disso, todos estão muito mais sensíveis emocionalmente a todas as interações. Marcas que souberem se posicionar como auxiliadoras da sociedade e contribrem com a gestão da crise, fazendo algo efetivo a respeito do momento atual, é que serão lembradas pela comunidade.


Controle


Há quase dez anos, Harvard publicava um artigo dizendo que o gerenciamento de incertezas e a adaptabilidade seriam as novas vantagens competitivas de empresas⁵. Hoje, isso está mais claro do que nunca, como diz a Universidade em um artigo publicado recentemente:

O Covid-19 acabará desaparecendo, mas isso não significa que a tomada de decisões de negócios deva retomar sua encarnação anterior. A qualidade da análise de dados permanecerá sendo instrumento essencial para a tomada de decisões sábias sobre os clientes. Os varejistas que podem aproveitar os dados de maneira rápida e inteligente manterão seus negócios e uma vantagem competitiva a longo prazo.

Empresas devem utilizar as ferramentas disponíveis para garantir a assertividade na gestão da sua cadeia de suprimentos. O momento já é volátil, é impossível prever completamente o comportamento do novo consumidor, mas ter uma análise assertiva de dados é a forma de assumir o controle do seu abastecimento e não ser impactado de forma extrema pela incerteza.


Leia também: Como um sistema de Supply Chain integrado a um ERP podem ajudar seu negócio


Inovação


Talvez você já tenha ouvido falar sobre as grandes invenções que surgiram durante a guerra, mas as epidemias e pandemias anteriores também desencadearam grandes inovações que mudaram a forma como as pessoas viviam em suas épocas. A epidemia de varíola, por exemplo, foi um dos catalisadores do desenvolvimento de imprensa, já que muitas pessoas discordavam sobre a técnica utilizada para controlar a doença e começaram a utilizar artigos publicados nos jornais para discutir o assunto, criando assim o primeiro jornal independente dos Estados Unidos⁶.


Quando estamos passando por um grande problema coletivo, as pessoas e empresas que olham para o status quo e simplesmente se perguntam “como eu posso ajudar a resolver?” são aquelas que alcançam grandes descobertas.


O alto custo de não agir


As mudanças nos hábitos de compra devem servir como um alerta para a necessidade das empresas se adaptarem ao consumidor, abrindo mão das estratégias que se tornaram obsoletas e atribuindo novas ferramentas e técnicas que auxiliarão na gestão dos suprimentos. O cenário nos cerca de novas possibilidades e as empresas devem responder a isso com inovação.


Não fazer nada à respeito das mudanças, possibilidades e necessidades é a forma de ficar para trás no mercado e perder espaço. Devemos olhar o cenário atual criticamente buscando insights.


Inovar não é opcional, inovar é a única forma de viver em um mundo diferente do que conhecíamos antes. O custo de não agir é muito alto.

¹ Fecomércio SP ² McKinsey ³ Kantar Brasil Insights ⁴ Kantar COVID-19 Barometer ⁵ Adaptability: The New Competitive Advantage – HBR ⁶ Forbes

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